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quarta-feira, 24 de junho de 2015

ELIAS - JOÃO BATISTA: UM CASO DE REENCARNAÇÃO


As escrituras deixam claro que o conceito de reencarnação era ensinado ao povo, apesar das diversas traduções terem deturpado os tentos.


por Laylla Toledo

Elias foi um dos profetas referidos no Velho Testamento que viveu no século IX a.C. Não há livro na Bíblia escrito por ele, mas existem referências a seu respeito em diversos autores como Terceiro Livro dos Reis (Cap. 17) e Quarto Livro dos Reis (Cap. 1), Juizes e Malaquias.

Ele viveu ao tempo do Rei Acab e da rainha Jezabel, com quem esteve em constante oposição, por causa do culto que era promovido ao deus pagão Baal.

É considerado servo intrépide do Javismo (termo que vem de Javé ou Jeová, Deus segundo os hebreus), apesar do excessivo rigor e das atrocidades que ele praticou. Dentre essas, destaca-se aquela que fez descer fogo do céu e queimar um capitão juntamente com seus cinqüenta comandados, quando este foi buscá-lo por ordem do rei Acab.

O mesmo fato se repetiu com uma segunda brigada (um capitão e mais os seus cinqüenta soldados), assim como a mortandade dos 450 sacerdotes de Baal, que os fez passar pelo fio da espada, junto ao ribeiro de Quison (3° Reis, 18:40). Tem-se no total um saldo de 552 mortos.

A volta do Profeta Elias foi prevista por Malaquias: “Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor” (4:5).


A VIDA DE JOÃO BATISTA

João Batista era primo de Jesus, filho de Isabel e Zacarias. Levou uma vida muito austera. Abstendo-se de bens e prazeres, vivendo unicamente para o ministério do bem, convocando o povo ao arrependimento dos pecados e a se prepararem para receber o Redentor.

Chamado de “O Precursor”, vestia-se de peles e alimentava-se de mel e animais silvestres e verberava intimoratamente os atos de degradação humana, fosse em que nível fosse. Por esta razão, caiu na antipatia de Herodíades, acusada por ele pela sua união ilícita com o cunhado, o rei Herodes, irmão de Filipe (Marcos 6:17).



A REENCARNAÇÃO NA BÍBLIA
A identificação dos dois personagens como sendo o mesmo espírito está bem claro nas escrituras. O retorno de Elias foi anunciado pelo anjo Gabriel: “[...] o anjo disse-lhe: Não temas, Zacarias, porque foi ouvida a tua oração; e tua mulher Isabel te dará a luz um filho, e por-lhe-ás o nome de João. E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus; e irá adiante dele com o espírito e a virtude de Elias, a fim de reconduzir os corações dos pais para os filhos” (Lucas 1:13).

Outra passagem que assinala a identificação do profeta como sendo o próprio João Batista é quando os apóstolos Pedro, Tiago e João perguntaram a Jesus, após a Transfiguração, sobre a volta de Elias: “Por que, pois, os escribas dizem que é preciso que Elias venha antes? Mas Jesus lhes respondeu: é verdade que Elias deve vir e restabelecer todas as coisas; mas eu vos declaro que Elias já veio, e não o conheceram, mas trataram como lhes aprouve. É assim que eles farão sofrer o Filho do Homem. Então seus discípulos compreenderam que era de João Batista que lhes havia falado”. (Mateus 17:10)

Aqui se trata da reencarnação de Elias na figura de João, explicação esta vista pelos apóstolos com muita naturalidade, justamente por estarem familiarizados com a realidade da reencarnação e esta fazer parte de sua crença religiosa, o judaísmo.

As palavras de Jesus confirmam tal fato em Mateus, referindo-se a João como o próprio Elias (espírito): “E, desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus adquire-se à força, e os violentos arrebatam-no. Porque todos os profetas e a lei, até João, profetizaram. E, se vós o quereis compreender, ele mesmo é o Elias que há de vir. O que tem ouvidos para ouvir, ouça” (11:12).

A violência da lei mosaica ordenava o extermínio dos infiéis para ganhar a terra prometida – Paraíso dos Hebreus, por isso a citação “o reino dos céus adquire-se à força”. No período de Jesus, a nova lei estabelecia que, para se ganhar o reino dos céus o trajeto deveria ser outro – o da caridade e da doçura.



ELIAS VOLTA COMO JOÃO BATISTA

Quando Jesus disse que Elias já teria vindo e que ninguém o reconheceu, muitos interpretam que João era inspirado por Elias e não que era o próprio profeta. Mas essa identificação dos dois personagens sendo a mesma pessoa mostra também um outro aspecto, a Lei de Causa e Efeito. Na figura de Elias, mesmo falando em nome de Deus, ele cometeu alguns excessos e violências em sua época. Posteriormente, o seu espírito veio na figura de João Batista para preparar o povo para receber as palavras do Messias. Entretanto, pelo fato de ter cometido os excessos em sua vida anterior, veio resgatar parte de seus débitos sofrendo a decapitação por ordem de Herodes, a pedido de Salomé, que o agradou numa apresentação de dança, manobrada ardilosamente pela sua mãe, Herodíades.

Note-se a analogia das circunstâncias: na ocasião em que era conhecido como Elias, enfrentou a rainha Jezabel, tendo-a vencido pelos poderes, matando os sacerdotes e suprimindo o culto ao deus Baal. Na segunda ocasião, já como João Batista, ele é morto por maquinação também de uma rainha.

O conceito de reencarnação fazia parte das crenças judaicas. Esse conhecimento dos judeus só foi ampliado no momento em que Jesus trouxe-lhes mais informações sobre o processo reencarnatório. No diálogo entre Nicodemos e o Mestre podemos observar a atenção dada ao assunto: “Mestre, sabemos que vieste da parte de Deus para nos instruir como um doutor; porque ninguém poderia fazer os milagres que fazeis, se Deus não estivesse com ele. Jesus lhe respondeu: Em verdade, em verdade vos digo: Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo. Nicodemos lhe disse: Como pode nascer um homem que já está velho? Pode ele entrar no ventre de sua mãe, para nascer uma segunda vez? Jesus lhe respondeu: Em verdade, em verdade vos digo: Se um homem não renascer de água e de Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é Espírito. Não vos espanteis do que eu vos disse, que é preciso que nasçais de novo. O Espírito sopra onde quer, e ouvis sua voz, mas não sabeis de onde ele vem e para onde ele vai. Ocorre o mesmo com todo o homem que é nascido do Espírito. Nicodemos lhe respondeu: Como isso pode se dar? Jesus lhe disse: Que! Sois mestre em Israel e ignorais essas coisas? Em verdade, em verdade vos digo que não dizemos senão o que sabemos, e que não testemunhamos senão, o que vimos; e, entretanto, vós não recebeis nosso testemunho. Mas se não me credes quando vos fato das coisas da Terra, como me crereis quando vos falar das coisas do céu?” (João 3:2-12).

Como nota de esclarecimento, é preciso identificar o significado da palavra água no texto. O renascimento “de água” e “de espírito” é nada mais do que a retomada da experiência física, cuja constituição é eminentemente líquida. Portanto, o renascer de água é reencarnar e o renascer de espírito é evoluir, progredir moralmente.



ERROS DE TRADUÇÃO: NEGLIGENCIA

O prof.. Carlos Juliano Torres Pastorino (19101980), Docente do Colégio Pedro II e catedrático da Universidade Federal de Brasília, diplomado em Teologia e Filosofia pelo Colégio Internacional Santo Antônio Maria Zaccaria, em Roma, era um exímio latinista, helenista e poliglota. De acordo com os conhecimentos do Prof. Pastorino, freqüentemente são traduzidos por “ressuscitar” os verbos gregos egeírô (estar acordado, despertar) e anístêmi (tornar a ficar de pé, regressar), e que este último, encerra um sentido em geral negligenciado pelos tradutores: o de reencarnar. As Escrituras não falam em “ressurreição dos corpos” ou “da carne”, mas em anástasis ek ton nekrõn, ou seja, “ressurreição dos mortos”. De posse destes esclarecimentos oferecidos por uma autoridade lingüística, torna-se relativamente fácil identificarmos os sentidos negligenciados propositadamente pelos tradutores modernos. A ressurreição ocorre com os mortos e não com os corpos.

Na Epístola aos Hebreus (11:35), onde se lê: “Mulheres receberam os seus mortos pela ressurreição”, vemos que são as “mulheres” e não os homens, pois elas é que podem gerar em seus ventres os corpos destinados à reencarnação, ao ressurgimento dos espíritos “mortos” no mundo físico.

Os gregos acreditavam na existência do Hades (lugar dos mortos), de onde as almas retornavam para a vida, denominando este fenômeno como “palingênese” (palinggenesia: novo nascimento). Assim como os gregos, os hebreus também acreditavam que as almas dos mortos voltavam à vida, que do Sheot elas retornavam ao mundo da matéria, conhecido como “anástasis” (do verbo anístêmi, composto de ana: ´para cima´, ´de novo´ ou ´para trás´; e ístêmr. ´estar de pé´. Ou seja: tornar a ficar de pé, regressar), expressão traduzida por “ressurreição”. Está escrito: “O Senhor é o que tira a vida e a dá: faz descer ao sheol e faz tornar a subir dele.” (1 Sm 2:6). Apesar de tentarem alterar o significado do texto, traduzindo inúmeras vezes “Sheol” por “sepultura”, para os mais atentos, se buscarmos a origem das palavras, veremos que a mensagem é clara quanto a afirmação: regressar do Sheol, regressar do mundo dos mortos.

A palavra Sheol é hebraica, e designa o lugar para onde iam todos após a morte: tanto os justos como os injustos, havendo, no entanto, nessa região dos mortos, uma divisão para os justos, e outra para os injustos, separados por um “abismo intransponível” (Lc 16.26). O lugar dos justos era de felicidade, prazer e segurança. Já o lugar dos ímpios era medonho, ignífero (onde há fogo), cheio de dores, sofrimentos, estando todos perfeitamente conscientes.

Em muitas das passagens bíblicas, as inúmeras referências ao Sheol possuem imperfeições na sua tradução. Certas versões em português traduzem a designação hebraica por sepultura e outros termos afins, como inferno (Dt 32.22; 2 Sm 22.6; Jó 11.8; 26.6; 5116.10), o que traz confusão. (Gn 37.35; Nm 16.30,33; Já 17.16;11.8; SI 30.3; 86.13;139.8; Pv 9.18; 15.24; Is 14.9; 38.18-32; Ez 31.15,17; Am 9.12).

A expressão grega “palinggenesia” (palingênese), segundo o Prof. Pastorino, era o termo técnico da reencarnação entre os gregos. No entanto, São Jerônimo, geralmente, o traduzia por regeneração.

Já a palavra “ressurreição” é a tradução da expressão grega “anastasis” originária do verbo “anistemi”, que significa tornar a ficar de pé, mas também “regressar”.

A palavra “reencarnação” não se encontra nas escrituras, mas na cultura judaico-cristã. Entre eles havia o conceito de ressurreição, que é justamente o que chamamos hoje de “reencarnação”.

O conceito reencarnacionista foi dissimulado nos textos bíblicos ao longo dos séculos, alterando-se com isso, o seu conteúdo. Referências do século II d.C., onde Orígenes, um dos pais da Igreja, comenta que: “Presentemente, é manifesto que grandes foram os desvios sofridos petas cópias, quer pelo descuido de certos escribas, quer pela audácia perversa de diversos corretores, quer pelas adições ou supressões arbitrárias.” Portanto, a intenção de distorcer o conteúdo bíblico já vem de longa data.

Se nos dedicarmos ao estudo profundo dos fatos, veremos que tudo é uma questão de resgate do verdadeiro sentido das palavras, que assumiram significados diversos no decorrer do tempo. Através da pesquisa etmológica, sem dúvida, chegaremos à verdade original dos textos.



O RETORNO DO CRISTIANISMO PURO

O início do Cristianismo, conhecido como Cristianismo primitivo, trazia em si uma pureza doutrinária, sendo recente a passagem do Cristo peta região. Mas o Cristianismo sofreu uma transformação no momento em que se tornou a religião oficial do Império Romano. A mistura de costumes politeístas (crença de vários deuses) com o Cristianismo puro inaugurou o Catolicismo. Este evento modificou os costumes cristãos e introduziu hábitos de cultura politeísta, surgindo rituais que não existiam até então.

O conceito de reencarnação, como meio pela qual a alma se redimi por si só, significava a falência do poder político e religioso da Igreja. Por este motivo, começou a considerar-se todos os seguidores da idéia da reencarnação como criminosos passíveis de pena de morte a partir do ano de 553 d. C., no Concílio de Constantinopla.

Assim, a tradução dos textos evangélicos primitivos e a confecção do Novo Testamento (Vulgata Latina) buscaram eliminar qualquer informação que se reportasse ao conceito de sobrevivência de alma e o seu retorno a um novo corpo, para uma nova existência.

Por se tratar de um obstáculo aos interesses de alguns, este importante ensinamento deixou de fazer parte das celebrações cristãs e dos cultos da Igreja. Mas o assunto em foco reapareceu muito tempo depois, com toda a sua força e transparência através dos fenômenos das Irmãs Fox em 1848, e com a publicação da obra O Livro dos Espíritos, em 1857.

Portanto, a idéia da reencarnação sempre esteve presente no cristianismo primitivo dos tempos apostólicos, e algum tempo depois, na pureza dos ensinos cristãos contidos nas comunicações reveladas pelo espiritismo. Os elementos básicos como a caridade, o amor ao próximo e a reencarnação são semelhanças facilmente observáveis entre os dois. Sendo este o principal motivo que identifica o espiritismo como sendo o Cristianismo Redivivo.

A reencarnação é fato, e negá-la não é suficiente para justificar e manter o atual sistema religioso. Até a Ciência, recentemente, dá provas de que a vida não termina com a morte do corpo, mas que continua em outra dimensão. A divulgação da verdade depende de nós – os caminheiros redivivos.

(Extraído da Revista Cristã de Espiritismo, nº 24, páginas 48-52)

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Como Abrir Seus Chakras

Abrir seus Chakras  

Passo-a-passo com ilustração


Criado por Rafael Bemerguy
De acordo com a crença Hindu ou Budista, os Chakras são vastas (ainda que confinadas) piscinas de energia que, em nossos corpos, governam nossas qualidades psicológicas. Diz-se que há sete principais chakras ao todo: quatro na parte superior, que governam nossas propriedades mentais; e três na parte inferior, que guiam nossas propriedades instintivas. Eles são:

O Chakra Muladhara (raiz). O Chakra Svadhisthana (sacral). O Chakra Manipura (plexo solar). O Chakra Anahata (coração). O Chakra Visuddhi (garganta). O Chakra Ajna (terceiro olho). O Chakra Sahasrara (coroa).
De acordo com os ensinamentos Budistas/Hindus, todos os chakras devem contribuir para o bem-estar humano. Nossos instintos devem unir forças com nossos pensamentos e sentimentos. Alguns de nossos chakras normalmente não são inteiramente abertos (ou seja, eles operam sempre da mesma maneira, desde seu nascimento), mas alguns são hiperativos, ou até quase que fechados. Se os chakras não estiverem equilibrados, a paz com o ser não poderá ser alcançada.

Continue lendo para descobrir a arte de ficar atento aos chakras e para obter técnicas confiáveis para abri-los.

Passos

  1. Open Your Spiritual Chakras Step 1.jpg
    1
    Compreenda que, se você abrir seus chakras, não há necessidade de tentar fazer com que os hiperativos se tornem menos ativos. Eles simplesmente compensarão pela inatividade de chakras fechados. Assim que todos os chakras estiverem abertos, a energia se igualizará e se tornará equilibrada.
    Open Your Spiritual Chakras Step 2.jpg
  2. 2
    Abra o Chakra Raiz (vermelho). Esse Chakra se baseia na sensação de atenção física e no conforto perante muitas situações. Se aberto, você deverá se sentir equilibrado e sensível, estável e seguro. Você não desconfie de pessoas próximas por motivo algum. Você se sente presente no que está acontecendo agora, e está muito conectado ao corpo físico. Se pouco ativo: você tende a ter medo ou a ficar nervoso, e pode se sentir indesejado facilmente. Se hiperativo: você pode ficar materialista e ganancioso. Você se sente seguro e não aceita bem mudanças.
    • Use o corpo e fique atento a ele. Faça yoga, caminhe pela rua ou faça a faxina de casa. Essas atividades permitirão que seu corpo lhe conheça melhor, e fortalecerá o chakra.
      Open Your Spiritual Chakras Step 2Bullet1.jpg
    • Permaneça com os pés no chão. Isso significa que você deve se conectar com o solo, e senti-lo abaixo de seu corpo. Para fazer isso, levante-se e permaneça relaxado. Separe os pés e incline ligeiramente os joelhos. Mova sua pélvis um pouco adiante e mantenha o corpo equilibrado, de maneira a sentir que o peso foi uniformemente distribuído sobre as solas dos pés. Em seguida, jogue o peso para frente. Permaneça nessa posição por vários minutos.
      Open Your Spiritual Chakras Step 2Bullet2.jpg
    • Após se estabelecer, sente-se de pernas cruzadas, como demonstrado na imagem abaixo.
      Open Your Spiritual Chakras Step 2Bullet3.jpg
    • Permita que as pontas do polegar e do dedo indicador se toquem gentilmente, em um movimento pacífico.
      Open Your Spiritual Chakras Step 2Bullet4.jpg
    • Concentre-se no Chakra Raiz e no que ele significa, no ponto entre os genitais e o ânus.
      Open Your Spiritual Chakras Step 2Bullet5.jpg
    • Silenciosamente, ainda que de maneira clara, emita o som “LAM”.
    • Durante todo esse tempo, permita-se relaxar, ainda pensando no Chakra, no significado dele e em como ele afeta (ou deveria afetar) sua vida.
    • Continue fazendo isso até relaxar completamente. Você pode se sentir “limpo”.
    • Visualize uma flor vermelha fechada. Imagine uma energia muito poderosa irradiando dela. Ela se abre lentamente, exibindo quatro pétalas vermelhas cheias de energia.
      Open Your Spiritual Chakras Step 2Bullet9.jpg
    • Contraia o períneo, prendendo a respiração e a soltando.
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  3. Open Your Spiritual Chakras Step 3.jpg
    3
    Abra o Chakra Sacral (laranja). Esse chakra lida com sentimentos e com a sexualidade. Se aberto, os sentimentos serão liberados com liberdade, e serão expressos sem você ficar muito emotivo. Você poderia abri-lo por afinidade, para se apaixonar ou para ficar mais extrovertido. Você também não tem problemas no que tange a sexualidade. Se pouco ativo: você tende a ser pouco emocional ou impassível, e não se abre muito com os outros. Se hiperativo: você tende a ser sensível e emotivo o tempo todo. Você também pode ficar extremamente sexual.
    • Ajoelhe-se, mantendo a coluna reta e relaxada.
      Open Your Spiritual Chakras Step 3Bullet1.jpg
    • Coloque as mãos no colo, palmas viradas para cima, uma sobre a outra. A mão esquerda por baixo, a palma tocando as costas dos dedos da mão direita. Permita que os polegares se toquem gentilmente.
      Open Your Spiritual Chakras Step 3Bullet2.jpg
    • Concentre-se no Chakra Sacral e no significado dele. Concentre-se no osso sacral (na lombar).
      Open Your Spiritual Chakras Step 3Bullet3.jpg
    • Silenciosamente, mas de modo claro, emita o som “VAM”.
    • Durante todo esse tempo, permita-se relaxar, ainda pensando no Chakra, no significado dele e em como ele afeta (ou deveria afetar) sua vida.
    • Continue fazendo isso até relaxar completamente. Novamente, você deve se sentir “limpo”.
  4. Open Your Spiritual Chakras Step 4.jpg
    4
    Abra o Chakra do Umbigo (amarelo). Esse Chakra concentra confiança, especialmente dentro de um grupo. Quando aberto, você deve se sentir no controle e deve ter uma sensação boa de dignidade em si. Se pouco ativo: você tende a ser passivo e indeciso. Você poderia frequentemente se mostrar apreensivo e isso não lhe apetece. Se hiperativo: Você tende a ser mandão e agressivo.
    • Ajoelhe-se, mantendo a coluna ereta e relaxada.
      Open Your Spiritual Chakras Step 4Bullet1.jpg
    • Coloque as mãos diante do estômago, logo abaixo do plexo solar. Permita que os dedos se juntem, todos apontando para longe do corpo. Cruze os polegares e estique os dedos (isso é importante).
      Open Your Spiritual Chakras Step 4Bullet2.jpg
    • Concentre-se no Chakra do Umbigo e no significado dele. Pense na espinha, ligeiramente acima do umbigo.
      Open Your Spiritual Chakras Step 4Bullet3.jpg
    • Silenciosamente, mas de modo claro, pronuncie: “RAM”.
    • Durante todo esse tempo, permita-se relaxar, ainda pensando no Chakra, no significado dele e em como ele afeta (ou deveria afetar) sua vida.
    • Continue fazendo isso até relaxar completamente. Novamente, você deve se sentir “limpo” (isso acontecerá com todos os Chakras).
  5. Open Your Spiritual Chakras Step 5.jpg
    5
    Abra o Chakra do Coração (verde). Esse chakra está relacionado ao amor, ao carinho e à estima. Quando aberto, você parece ficar compassivo e amigável, sempre trabalhando em relacionamentos amigáveis. Se pouco ativo: você tende a ser frio e pouco amigável. Se hiperativo: você tende a ser “amoroso” demais, ao ponto de sufocar as pessoas, podendo até ser visto como egoísta por isso.
    • Sente-se de pernas cruzadas.
      Open Your Spiritual Chakras Step 5Bullet1.jpg
    • Permita que as pontas dos dedos indicadores e polegares se toquem em ambas as mãos.
      Open Your Spiritual Chakras Step 5Bullet2.jpg

  6. 1
    • Coloque a mão esquerda no joelho esquerdo e a mão direita na parte superior de seu esterno.
      Open Your Spiritual Chakras Step 5Bullet3.jpg
    • Concentre-se no Chakra do Coração e no significado dele. Pense em onde ele fica, na espinha, próximo ao coração.
      Open Your Spiritual Chakras Step 5Bullet4.jpg
    • Silenciosamente, mas de maneira clara, pronuncie o som “YAM”.
    • Durante todo esse tempo, permita-se relaxar, ainda pensando no Chakra, no significado dele e em como ele afeta (ou deveria afetar) sua vida.
    • Continue fazendo isso até relaxar completamente. Você pode sentir que a sensação de “limpeza” retornou e/ou se intensificou em seu corpo.
  7. Open Your Spiritual Chakras Step 6.jpg
    2
    Abra o Chakra da Garganta (azul claro). Esse chakra se concentra na expressão e na comunicação. Quando ele está aberto, expressar-se é fácil, e a arte parece ser uma ótima maneira de fazer isso. Se pouco ativo: você tende a não falar demais, e é classificado como tímido. Se você mentir regularmente, esse chakra pode ser bloqueado. Se hiperativo: você tende a falar demais, e isso irrita os outros. Você também poderia ser um péssimo ouvinte.
    • Novamente, fique de joelhos.
      Open Your Spiritual Chakras Step 6Bullet1.jpg
    • Entrecruze os dedos no interior das mãos, sem os polegares. Erga os polegares e permita que eles repousem acima dos outros dedos.
      Open Your Spiritual Chakras Step 6Bullet2.jpg
    • Pense no Chakra da Garganta e no que ele representa. Pense na localização dele, na base da garganta.
      Open Your Spiritual Chakras Step 6Bullet3.jpg
    • Silenciosamente, mas de modo claro, pronuncie o som “HAM”.
    • Durante todo esse tempo, permita-se relaxar, ainda pensando no Chakra, no significado dele e em como ele afeta (ou deveria afetar) sua vida.
    • Continue fazendo isso por cinco minutos e a sensação de limpeza se intensificará novamente.
  8. Open Your Spiritual Chakras Step 7.jpg
    3
    Abra o Chakra do Terceiro Olho (azul). Assim como sugere seu nome, esse Chakra lida com o conhecimento. Quando aberto, você tem excelentes capacidades clarividentes e tende a sonhar muito. Quando pouco ativo: seu ser tende a esperar que os outros pensem por você. Você confia em crenças regularmente, e também tende a se sentir confuso maior parte do tempo. Quando hiperativo: você tende a viver num mundo imaginário todos os dias. Em casos extremos, você poderia sofrer com alucinações ou ataques frequentes de imaginação.
    • Sente-se de pernas cruzadas.
      Open Your Spiritual Chakras Step 7Bullet1.jpg
    • Coloque as mãos na frente da parte mais baixa de seu peito. Os dedos médios devem estar esticados e tocando na ponta um do outro, apontando para longe de seu corpo. Os outros dedos estão dobrados, tocando-se através das falanges. As pontas dos polegares devem estar juntas e apontando na sua direção.
      Open Your Spiritual Chakras Step 7Bullet2.jpg
    • Concentre-se no Chakra do Terceiro Olho e no significado dele. Pense que ele está um pouco acima do centro de suas duas sobrancelhas.
      Open Your Spiritual Chakras Step 7Bullet3.jpg
    • Silenciosamente, mas de modo claro, pronuncie a palavra “OM” ou “AUM”.
    • Durante esse tempo, o relaxamento do corpo deve surgir naturalmente. Continue a pensar no chakra, no significado dele e em como ele deve afetar sua vida.
    • Continue fazendo isso até obter a mesma sensação de limpeza de antes – só que, talvez, mais intensa.
  9. Open Your Spiritual Chakras Step 8.jpg
  10. 4
    Abra o Chakra da Coroa (púrpura). Este é o sétimo Chakra e o mais espiritual de todos. Ele é responsável pela sabedoria do indivíduo e pelo fato de torná-lo uno com o universo. Quando este chakra é aberto, o preconceito desaparece de sua lista de afazeres, e você se torna mais atento ao mundo e às ligações dele com seu ser. Se pouco ativo: você tende a não ser muito espiritual, e pode ser bastante rígido em seus pensamentos. Se hiperativo: você tende a intelectualizar as coisas o tempo todo. A espiritualidade parece ser a primeira coisa em sua mente. Se você realmente estiver hiperativo, pode até ignorar necessidades físicas (alimento, água, abrigo).
    • Sente-se de pernas cruzadas.
    • Coloque a mão perante o estômago. Permita que os mindinhos apontem para cima e para longe de seu corpo. Eles devem se tocar nas pontas. Cruze os restos dos dedos. Permita que o polegar esquerdo fique abaixo do direito.
      Open Your Spiritual Chakras Step 8Bullet2.jpg
    • Concentre-se no Chakra da Coroa e no significado dele. Pense nele no topo de sua cabeça.
      Open Your Spiritual Chakras Step 8Bullet3.jpg
    • Silenciosamente, mas de maneira clara, pronuncie o som “NG” (sim, é bastante difícil).
    • Agora, seu corpo deve estar completamente relaxado, e sua mente, em paz. Porém, não pare de se concentrar no Chakra da Coroa.
    • Essa meditação é a mais longa, e não deve durar menos de dez minutos.
    • AVISO: não use essa meditação para o Chakra da Coroa caso o Chakra da Raiz não seja forte ou não esteja aberto. Antes de lidar com esse último chakra, você precisa de uma base forte. Essa base será construída quando você exercitar a raiz.
  • Dica!
    Sente-se numa área quieta e quente. Trate esse exercício como se fosse uma meditação. Durante o verão, você poderia se sentar num campo ou num jardim. Durante o inverno, num ambiente quente e sem distrações. A sauna, ainda que pouco utilizada, é um excelente lugar para sentar, se acalmar e limpar a mente.


sábado, 18 de abril de 2015

SINCRONICIDADE:


As coincidências que desafiam o acaso



                                                                  por Hans Manfred Heuer


O psicólogo suíço Carl Gustav Jung (1875-1961) e o físico laureado com o prêmio Nobel Wolfgang Pauli (1900-1958) introduziram na psicologia o conceito de “sincronicidade”para ocorrências de acontecimentos acausais simultâneos, ligados por um sentido comum, tanto na natureza como na psique (acasos inevitáveis, fenômenos psi, etc.).

Quem nunca ouviu falar do acúmulo casual de acontecimentos importantes, muitas vezes dramáticos em certas datas, ou em determinado ano para muitas famílias ? Não é como se o destino às vezes “insistisse em escolher” determinados lugares e datas para acontecimentos semelhantes? É o caso dos exemplos que se seguem:

“Na semana passada, nas proximidades de Fürstenwalde, um motociclista foi apanhado pela locomotiva de um trem e arrastado para a morte. Há seis anos, a mãe da vítima perdeu a vida da mesma forma e quase no mesmo local. Como revelou a pesquisa, tratava-se da mesma locomotiva e do mesmo condutor, sem que este tivesse a menor culpa disso.” -

Trata-se de uma antiga notícia de jornal, cuja data não pode mais ser precisada - basta ler o jornal com atenção para encontrar, quase que diariamente, notícias semelhantes.

Seguem alguns casos especialmente marcantes:


“O destino, muitas vezes, segue caminhos estranhos. Assim ele determinou que dois moradores de Fautenbach em Achern-in-Baden (seus pais eram irmãos e eles também eram vizinhos) não só fossem internados no hospital no mesmo dia, como também que ambos morressem no mesmo dia e fossem levados para sua última morada sexta-feira passada.” (Do Badische Neueste Nachrichten de 10/4/1972. )

“Estranhos casos de morte assolaram na semana passada uma família de Ichenheim, distrito de Lahr. Com 61 anos de idade, Emma Nautascher faleceu depois de breve enfermidade. Sua irmã Maria, com quem viveu por muitos anos, seguiu-a, três dias depois, com 77 anos. E quase na mesma hora morria a terceira irmã Anna Blasi, nascida Nautascher, com 64 anos, no hospital, vítima de derrame cerebral.” (Do Acher-und Büh- ler Bote de 11/7/1972.)

Tragicamente interessante em todos esses casos é a relação familiar, que muitas vezes desempenha um papel, como mostra o caso seguinte:

“Na mesma semana os irmãos da rainha Sílvia da Suécia foram seriamente acidentados. Ambos, Jorg Sommerlath, de 36 anos, e Ralf Sommerlath, de 48, tiveram um acidente automobilístico em lugares distintos...” (Bild, l/12/1977.)
O médico dr. Wilhelm Fliess (1858-1928) - que defende em sua (amplamente discutível) “teoria dos períodos”
a opinião de que “as ondas periódicas, que atravessam nosso corpo, determinando sua vida e bem-estar, doença e morte, não dizem respeito apenas ao indivíduo isolado, mas atravessam ao mesmo tempo toda a geração que tem o mesmo sangue . . .” - esclarece com suas descobertas, entretanto, apenas uma parte das estranhas “duplicidades” determinadas pela consangüinidade, como as que se manifestam nos exemplos citados, justamente as coincidências de casos de doença e morte na mesma família. Esses exemplos, no entanto, também estão submetidos àquela força de atração misteriosa, quase mágica, que se encontra nos casos de “duplicidade” ou sincronicidade, cuja atuação é muito mais ampla, já que não se limita à consangüinidade.

Mesmo assim, queremos acrescentar aqui mais um exemplo, que se encaixa na “teoria dos períodos”, por se tratar de algo bastante raro. Na primavera de 1960, a revista Schweizer Illustrierte publicou a foto de uma “família bissexto”, acompanhada do seguinte texto:

“A cegonha da família sueca Berggren, de Charlottenberg, tem tido o capricho de por três gerações aparecer pontualmente no dia 29 de fevereiro. O avô Goran Berggren, seu filho Gosta e a esposa deste, Britta, nasceram todos num dia bissexto, e agora sua filhinha também nasceu no dia 29 de fevereiro deste ano. Os Berggren desafiam qualquer família da Europa a bater seu recorde - o que, sem dúvida, é bastante difícil.”

Wilhem von Scholz descreve um exemplo oposto: “O médico L. Th. (de Württemberg) atendeu em 1924 dois casos de extraordinária coincidência. Casos duplos de doença ou morte já eram há muito conhecidos na clínica, mas dessa vez o jogo do destino foi mais longe. Duas crianças foram a seu consultório. Ambas chamadas Helmut Haller, os dois pais chamados Wilhelm Haller, ambas nascidas em junho de 1921, ambas com a mesma moléstia (bronquite), ambas internadas ao mesmo tempo, os dois pais trabalhando no mesmo setor. As duas crianças eram loiras, de olhos azuis e de temperamento bem incomum.

“As famílias eram provenientes de regiões distintas, não tinham nenhum parentesco e não se conheciam até o momento (pelo menos as mães). Os pais só ouviram falar um do outro no local de trabalho.

“Um funcionário de confiança visitou as duas famílias, residentes em Z., em lugares opostos. Seu relatório:

“Helmut Haller, rua B número 72, em Z., nascido a 8 de junho de 1921. Não há ninguém mais na família com o nome de Helmut.

“Helmut Haller, rua A número 115, em Z., nascido a 27 de Junho de 1921. Não há mais ninguém na família com o nome de Helmut.

“Em Z. existem sete médicos. Os meninos Helmut Haller devem ser as únicas pessoas da Terra que nasceram no mesmo mês do mesmo ano e cujos pais se chamam Wilhelm Haller. E exatamente esse ‘par’ veio parar em Z., proveniente de lugares distintos, sem que as duas famílias jamais se tivessem conhecido, vindo a ser tratado no mesmo mês pelo mesmo médico, da mesma doença, enquanto os pais se empregavam na mesma oficina.

“A semelhança no preenchimento das fichas dos doentes onde são anotados nome e sobrenome, ano e mês de nascimento das crianças, nome e sobrenome do pai, doença e seguro de doença (também o mesmo) e data de tratamento - levou o médico a acreditar que preenchera duas vezes a mesma ficha. Da mesma forma, o caixa desculpava-se por um suposto erro cometido.”


Embora esses casos devam ser vistos como raridades, estou convencido de que uma pesquisa sistemática e intensiva nesse domínio traria à luz outras raridades, pois a natureza se compraz com tais “extravagâncias’, como se quisesse nos mostrar do que é capaz, deixando-nos às voltas com enigmas.

Mesmo que alguns casos de “duplicidade” se encontrem separados no tempo, devem ser vistos nesse contexto, como o demonstram os exemplos seguintes, que têm apenas uma coisa em comum: a “predileção” do destino por um nome especial . . .

No dia 5 de dezembro de 1664
, o navio inglês “Menay” naufragou em Pas de Calais em meio a uma tempestade. Dos 81 passageiros salvou-se apenas um, um certo Hug Williams.

No dia 5 de dezembro de 1785
, uma escuna foi atirada por um temporal às costas da ilha Man. Sessenta pessoas estavam a bordo e todas se afogaram, com exceção de uma. O sobrevivente se chamava Hug Williams.

A 5 de agosto de 1820 um vapor de passageiro chocou-se com um rebocador no rio Tamisa. Vinte e cinco passageiros, em sua maioria crianças por volta de 12 anos, perderam a vida nesse acidente. Apenas o pequeno Hug Williams, que embarcara em Londres para visitar Liverpool, foi levado para terra com vida.

A 19 de agosto de 1889, um cargueiro de carvão sofreu um naufrágio. Sua triputação de nove homens encontrou a morte. Apenas dois, tio e sobrinho, ambos de nome Hug Williams, sobreviveram, sendo salvos por pescadores.

Casos de duplicidade, sincronicidade - simultaneidade de acontecimentos com pessoas e lugares e em relação com nomes, números e datas -, podem ser acrescentados aqui à vontade. Cada um de nós já se defrontou alguma vez com experiências desse tipo, seja pessoalmente ou por intermédio de pessoas da família, amigos ou vizinhos. Como sobre todos os fenômenos ainda não bem esclarecidos, são muitas as opiniões a respeito da “duplicidade de acontecimentos” da simultaneidade de fatos semelhantes.

O materialista dirá que não passam de disposições fortuitas de acontecimentos, de “caprichos do destino”. O crente irá aceitá-las como vontade de Deus, o cientista irá vê-las no contexto das leis de causa e efeito, o filósofo, de acordo com sua visão de mundo.

Uma coisa parece certa: em fatos humanos atua um certo magnetismo. Existe uma força de atração que produz tudo aquilo que chamamos “acaso” (inclusive sob forma de duplicidade de acontecimentos). Entretanto, essa força de atração, como podemos observar em casos raros, não é naturalmente a única força motora de nossa existência humana, embora atue misteriosamente em toda parte. Ela é algo “acrescentado “ .

Vamos partir do princípio de que existem forcas que se delineiam claramente diante da razão, que atuam de forma conseqüente e que não têm nada de misterioso em si. Essa chamada força de atração, contudo, se esquiva a qualquer cálculo e controle da vontade; pelo contrário, é prejudicada pela consciência, pois se oculta da razão, não parece atuar de forma, conseqüente, mas surge de forma repentina e imprevista de uma relação de início invisível. Ela aparece como algo estranho, que vem de fora. Nisso se encontra sua relação com o destino. Também o destino, na acepção lata do termo, é algo estranho e que vem de fora. É aquilo que , independente da marcha desejada e prevista das coisas, irrompe do exterior, exigindo, ou muitas vezes impedindo, de forma decisiva.

Em seu texto sobre “A Aparente Intencionalidade no Destino do Indivíduo”, o filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) afirma que tudo é duvidoso, não só a solução como até mesmo o problema. Segundo ele, trata-se de andar tateando no escuro, onde se percebe que há alguma coisa, sem que se possa saber bem o que nem onde. Mas em seguida ele postula, em uma observação filosófico-metafisica, uma necessidade rígida, pela qual tudo que acontece é produto de uma cadeia causal coesa, e menciona os videntes e profetas como “prova empírica” de que em cada momento existente estão contidos em germe todos os momentos futuros do mundo com todos os seus milhões de particularidades.

Se se quer denominar o destino de unidade última de acaso e necessidade íntima, é preciso supor que as vítimas da “duplicidade de acontecimentos” - para o bem ou para o mal - conjuraram elas mesmas os incidentes, justamente pela “necessidade íntima”.

Segundo Schopenhauer, “casual” significa o encontro no tempo do que não se liga por causalidade. A essa tese Wilhelm vou Scholz opõe o seguinte: “Nada é absolutamente casual; o mais fortuito é apenas algo necessário que percorreu um caminho mais distante, pois uma causa decisiva situada num ponto remoto da cadeia causal há muito já determinou que ocorresse exatamente agora e com isso ao mesmo tempo que aquilo outro. Cada acontecimento é um elo isolado da corrente de causa e efeito que progride na direção do tempo. Mas existem infinitas correntes dessas paralelas no espaço. Entretanto, elas não são totalmente estranhas e sem vínculos entre si; ao contrário, se entrelaçam de muitas maneiras: por exemplo, muitas causas que atuam nesse momento, produzindo cada uma efeitos diferentes, surgiram de uma mesma causa remota, e por isso são aparentadas como os bisnetos de um bisavô; por outro lado, um único efeito que surge agora exige muitas vezes o concurso de muitas causas distintas, que vêm do passado como elos de suas próprias correntes.

“Por conseguinte”, segue Scholz, “todas as correntes causais que progridem na direção do tempo formam uma grande rede comum entrelaçada, que em toda sua extensão avança no sentido do tempo, constituindo o andar do mundo.Imaginemos agora essas cadeias causais isoladas como meridianos situados no sentido do tempo: a simultaneidade não pode ser indicada na mesma linha causal, e sim por círculos paralelos. Embora fatos situados sob o mesmo círculo não dependam imediatamente um do outro, o entrelaçamento de toda a rede, ou o conjunto de causas e efeitos que avança no sentido do tempo, faz com que tais fatos tenham algum tipo de ligação, ainda que longínqua, e portanto sua simultaneidade é necessária. Aqui, o encontro casual de todas as condições se aproxima de um acontecimento necessário no mais alto sentido: o acontecer daquilo que o destino quis.

Assim, em última conseqüência todos os casos de “duplicidade” ou “sincronicidade” não são de modo algum simples acasos ou brincadeiras da natureza, como muitas vezes somos levados a acreditar, e sim acontecimentos que desde o princípio aguardam seu desempenho, o qual só ocorre quando é dada esta ou aquela condição.

Sem dúvida, resta saber se algum dia conseguiremos captar as relações profundas desses fenômenos, de forma que seja possível, partindo de “hipóteses de trabalho” ou “modelos de pensamento”, chegar a um conhecimento Claro da regularidade e da previsibilidade dos acontecimentos do destino.

Fonte: Grupo de Estudos Cinturão de Fotons - Texto extraído da Revista Planeta Número 156, Setembro de 1985



Como seguir a intuição através da sincronicidade
por Rosemeire Zago


"Como diz Richard Bach: "Cada pessoa, todos os episódios de sua vida, aí estão porque você aí os colocou. O que você escolhe fazer com eles, depende de você!" E o que fazer com eles pode ser indicado pela sua intuição e sincronicidade. E realmente acontecem, por isso fique atento!
"Quando o discípulo está pronto o mestre aparece". Esse antigo ditado chinês descreve uma ideia básica oriental, a conexão entre a psique humana e as ocorrências exteriores, o mundo interior e exterior.
Alguma vez você pensou muito como resolver determinada situação, sem saber como deveria agir? E de repente teve uma intuição que deveria mudar o rumo das coisas ou o caminho a seguir, podendo ser logo depois de abrir a página de um livro que leu sem querer, ao ouvir uma conversa na fila ou após um sonho? Pensou em alguém que gostaria de falar ou encontrar e logo em seguida se encontrou ou recebeu um telefonema da pessoa que pensou? Essas situações podem se tornar comum em alguma época na vida de algumas pessoas, onde passam a acreditar que nada acontece por acaso.

Apesar de nós, ocidentais, termos muita dificuldade em entender esses eventos, muitas vezes acreditando que tudo aquilo que não pode ser percebido pelos cinco sentidos ou explicados pela razão, seja considerado de menor valor, na verdade, a sincronicidade nos proporciona um vislumbre interior e que há de fato um elo entre nós e o Universo. Mas como os eventos significativos são manifestos em linguagem simbólica, podem dificultar seu entendimento e assim se tornam ignorados e desprezados. Mas talvez seja possível entender um pouco mais sobre as coincidências significativas tendo uma compreensão da teoria de Jung. A primeira vez que Jung utilizou o termo sincronicidade publicamente foi em 1930, mas a primeira publicação só ocorreu em 1952, quando ele tinha 75 anos.

Muitos acontecimentos aparentemente casuais podem ser significativos. Quantas vezes você não se deparou com coincidências ou encontros e não pôde explicar como ocorreram? Ou seja, quando existe uma coincidência entre um sentimento ou um pensamento e acontece um evento externo do qual a pessoa sente como significativo, damos o nome de sincronicidade. As coincidências significativas mais comuns acontecem quando estamos num momento de maior reflexão sobre o sentido da vida, momentos que parecem de algum modo diferentes, mais intensos e que não conseguimos muito explicar o que ocorre.

Não há explicação racional para situações em que uma pessoa tem um pensamento, sonho ou um estado psicológico interior que coincida com um acontecimento. Como nos casos em que pensamos em alguém, o telefone toca, e quem chama é a pessoa na qual estávamos pensando. E quando esses eventos tornam-se constantes é comum as pessoas ficarem assustadas, pois não entendem a profundidade desse processo.

Quando entendemos e aceitamos a ideia de sincronicidade, qualquer acontecimento pouco comum é um convite para parar e pensar. Podemos sentir que "algo está tentando nos dizer alguma coisa" e essa sensação aumenta com cada novo acontecimento nesse sentido. Ter consciência de que as coincidências acontecem conosco é o primeiro passo para que elas passem a acontecer cada vez mais.

Seja qual for o sinal, sentimos que é preciso decifrar uma mensagem e com isso tendemos a nos conhecer e crescer. É quando começamos a ter consciência de que algumas ocorrências podem mudar nossa vida. Para a sincronicidade, as coincidências dos acontecimentos significam algo mais do que mero acaso. Houve alguma coincidência que fez com que você chegasse até esse artigo e que agora percebe que foi significativa? 

A sincronicidade pode nos dar a confirmação de que estamos no caminho correto. Algumas sensações como calafrio subindo pela espinha, de espanto ou calor frequentemente acompanham a sincronicidade.

Se quiser, poderá fazer um registro de informações em forma de diário. Assim, formule as perguntas certas e fique atento que as respostas chegarão. Mais cedo ou mais tarde as coincidências vão ocorrer para levar você na direção indicada pela intuição. Quando passar a ouvir sua intuição, sua voz interior, logo perceberá que sua confiança proporcionalmente irá aumentar.
Comece a ficar atento aos fatos de sua vida e em que circunstâncias eles ocorreram.

Poderá ainda fazer um exercício construindo sua linha de tempo para aumentar seu autoconhecimento. Escreva eventos significativos de sua vida desde seu nascimento até o momento presente. Quais foram as situações mais marcantes em sua vida? Não precisa ser minucioso no relato, coloque eventos chaves que aconteceram de acordo com o ano ou com sua idade na época. Depois analise e identifique as lições que cada fato pode ter trazido para você e que pode não ter percebido quando ocorreram. 

Tenha consciência que sua vida tem um objetivo e que tudo que te acontece pode ter uma mensagem e um aprendizado. O que podem ter te ensinado? Percebeu um padrão repetitivo de experiências? Qual parece ser o objetivo da sua vida até agora? É isso que ainda quer para você ou tem perseguido objetivos que foram impostos e você os aceitou como seus? O que você preferia estar fazendo? O que te impede de mudá-los? Essas são apenas algumas sugestões de perguntas que você poderá fazer e deixar sua intuição e a sincronicidade te guiarem.

Como diz Richard Bach: "Cada pessoa, todos os episódios de sua vida, aí estão porque você aí os colocou. O que você escolhe fazer com eles, depende de você!" E o que fazer com eles pode ser indicado pela sua intuição e sincronicidade. E realmente acontecem, por isso fique atento!